Notas


20/07/2012 - 16:33

Algodão: para Azevêdo, nova lei dos EUA é mais distorciva



Brasília, 20 - O chefe da missão do Brasil junto a Organização Mundial de Comércio (OMC), embaixador Roberto Azevêdo, afirmou que o governo brasileiro está analisando o impacto da nova lei agrícola que está sendo discutida no Congresso dos Estados Unidos e as avaliações preliminares indicam que o nível de distorções do mercado de algodão é superior ao da legislação vigente.

Azevêdo explicou que a nova legislação tem uma série de mecanismos móveis para proteger os produtores norte-americanos de algodão que dificultam quantificar qual seria o montante de subsídios, pois dependem dos parâmetros numéricos, que podem mostrar resultados razoáveis ou absolutamente inaceitáveis. Entretanto, diz ele, mesmo que o montante de recursos possa ser menor, o nível de proteção é muito maior em caso de queda de preços no mercado internacional do algodão.

O embaixador afirmou que a legislação atual tem mecanismos menos distorcivos, como as "medidas anticíclicas", enquanto a nova legislação tem instrumentos como o seguro de renda, "que é altamente distorcivo". Ele explicou que em função da complexidade dos mecanismos de proteção ao algodão na nova legislação ainda é difícil avaliar se é aceitável ou não para o Brasil. Entretanto, diz ele, que os números que estão sendo trabalhados no momento e que estão presentes na minuta do projeto de lei não são satisfatórios para o Brasil.


Fonte: Estadão Conteúdo

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