Por: Cooperativa Integrada

Seg, 25 mai 2020

Câmbio segura soja brasileira

A valorização do dólar frente ao real tem proporcionado uma negociação de soja com preços muito acima do imaginário do produtor, mesmo com o valor da oleaginosa ter registrado - em dólar - um dos preços mais baixos no mercado internacional. Aqui no Brasil, o valor da saca já chegou a ultrapassar a casa dos R$ 100 graças ao apoio do câmbio.

Se por um lado o preço da commodity para a venda é positiva, por outro a aquisição de insumos importados desperta a atenção dos agricultores, pois eles também poderão sair mais caros. Durante a 2ª Live no canal do Youtube da Integrada (https://youtu.be/7sXq9CvZzxk) com o consultor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros, ocorrida na última quinta-feira, dia 21, o especialista reforçou a importância dos produtores aproveitarem essa capitalização para adquirem os insumos necessários para as próximas safras.

Durante o debate, mediado pelo superintendente comercial da Integrada, João Bosco de Azevedo, Barros observou que o cenário econômico, principalmente em relação às questões cambiais, é incerto. Por isso, ele destacou que este não é o momento do produtor correr riscos. “Temos que vender soja e comprar um insumo ao mesmo tempo, pois o mercado está muito volátil. Mas o preço da soja deverá continuará em alta em real, mas não em dólar”, frisa o consultor.

Influências 

A desaceleração na produção mundial de alimentos tem demandado mais do Brasil. Em abril desde ano, saíram dos portos brasileiros 16 milhões de toneladas de soja, ante 10 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período do ano anterior. Para maio, calcula Barros, se estima uma exportação de 28 milhões de toneladas de soja.

Barros explica que estamos com um dos sistemas logísticos mais eficientes do mundo. “Com as estradas vazias, o Brasil está conseguindo fluir, diferente do resto do mundo”, aponta o consultor.

Segunda safra

A estiagem que vem castigado as lavouras de milho nas principais regiões produtoras do Brasil também foi outro tema abordado na Live da Integrada. Barros afirma que, se não fossem as tecnologias adotadas pelos agricultores, a exemplo do plantio direto, o cenário poderia ser bem pior.

Nesta segunda safra, a estimativa é que o Brasil colha 70 milhões de toneladas do grão, ante os 80 milhões de toneladas esperados inicialmente. Com relação ao mercado, o cenário é de atenção, pontua Barros. O motivo, segundo ele, se deve porque estima-se uma safra de milho gigante nos EUA, somado a um agravante; o país reduziu o consumo de etanol de milho devido à Covid-19, o que aumentará a oferta de produto. Para escoar esse milho, pontua o consultor, os norte-americanos deverão focar nas exportações. Por isso, a competição no mercado de milho deve ser acirrada.

O clima é uma das incógnitas para este segundo ciclo, mas há, segundo meteorologistas uma possibilidade de termos um La Niña, fenômeno de resfriamento das águas do oceano Pacífico. Com isso, as temperaturas tendem a ser menores. Por tudo isso, o Brasil tenderá a uma safra menor, acompanhada de preços menores.

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