Por: Cooperativa Integrada

Qui, 25 jun 2020

Mercado em alta

Diante do cenário político e econômico nos mercados internos e externos, a valorização da moeda norte-americana frente ao real tende a continuar nos próximos meses. A afirmação é do consultor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros, durante transmissão ao vivo (live), ocorrida nessa quarta-feira, dia 24, em multiplataformas, no canal do Youtube e na página do Facebook da Integrada. Segundo o consultor, a média deve variar entre R$ 5 a R$ 5,50 para cada US$ 1. Clique aqui e assista a apresentação completa, com o tema A evolução do agronegócio no cenário atual e suas perspectivas.

Sob a moderação do superintendente comercial da cooperativa, João Bosco de Azevedo, Barros traçou, além do cenário cambial, um panorama sobre o cenário agrícola nacional e internacional.

O consultor avaliou que, ao contrário do que se esperava, o consumo por alimentos continua em alta, mais especificamente os produtos da linha básica. No caso das commodities, mais precisamente o trigo, “houve uma maior demanda de produtos como macarrão e biscoitos”, completa o consultor. Mesmo com o aumento no número de desempregados no Brasil, resultado da pandemia, o especialista frisou que a economia irá começar a retomar de forma gradual nos próximos meses.

Safra

O consultor da MB Agro afirmou que, pelos altos preços da soja, há uma tendência de aumento na área plantada na safra 2020/21. Com o câmbio em alta, muitos produtores têm aproveitado para travar a sua produção. Só na Integrada, de acordo com o superintendente comercial, João Bosco de Azevedo, mais de 40% da próxima safra de soja já foi fixada na cooperativa.

No cenário global do agronegócio, o milho de inverno tende a ter uma boa safra, principalmente no estado do Mato Grosso.

Contudo, o cenário climático delineia um quadro com alta probabilidade de La Niña, fenômeno que esfria as águas do oceano Pacífico e que resulta em menos chuva para a região sul do Brasil.

A estimativa de produção de milho no Brasil é de 61 milhões de toneladas. Antes do início da safra e também da estiagem, que afetou as principais regiões produtoras, incluindo o Paraná, calculou-se uma produção de 80 milhões de toneladas.

Para o trigo, Barros afirma que os estoques e o uso mundial do cereal estão alinhados. No entanto, na Argentina, principal produtor e exportador de trigo e, também, um dos principais fornecedores para o Brasil, há a possibilidade de haver entrave no câmbio argentino, pois a alta do dólar frente ao peso argentino, tem elevado os custos de produção. Por isso, o cenário é incerto.

A princípio, os números para o trigo são positivos para o Paraná. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), estima-se uma produção de 3,54 milhões de toneladas de trigo, volume 65% maior no comparativo com o mesmo período da safra anterior, quando foram produzidas 2,14 milhões de toneladas.

Para o milho, o cenário estimado para o Paraná é de queda na produção. De acordo com o órgão, os paranaenses devem produzir nesta segunda safra 11,26 milhões de toneladas, volume 15% menor no comparativo com o mesmo período da safra anterior, quando foram produzidas 13,24 milhões de toneladas.

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